E fumou seu cigarro na ânsia de engolir a fumaça.
Era mas fácil que engolir 'humanos'.
domingo, 15 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
O adeus de Alzira
Ela quis ver de perto o cálice da sua alma e se fizera de
louca para na pele sentir os gritos levemente abafados na sala de estar,
enxugara suas dores em uma toalha branca encardida que no bordado estava
escrito ‘Alzira’. Alzira sem cor, sem tom, sem pele era apenas mas um nome
vazio e mal lembrando,puxara as cortinas da sua sala pequena porque o que
passava na cabeça daquela mulher eram águas cheias de lodos, era verde. VERDE
MORTO.E não tinha essa de esperança no verde, era quase o mundo desabando
lentamente na sua cabeça e Alzira ?? Entrava apenas no intervalo de minhas pausas
enquanto eu fumava apressadamente meu último cigarro,não sonhei muita coisa pra
Alzira não, mas sabia que ela tinha o mundo em suas mãos, mas era muito moça
ainda embora seu coração fosse gigantesco e os seus sonhos fábulas ultrapassadas
de menina grande.Era triste, às vezes vazia,olhar pra ela causava um
desconforto parecia tomar café frio pela
manhã e os seus dias eram todos mimados mas frios, e falo desse frio que a
gente sente no inverno,congelante.Alzira não sabia ganhar presentes, tão pouco
sorrir às vezes que flagrei Alzira rindo era para não demonstrar tamanho grau
de sofrimento ria com os dentes apenas, e o mundo parecia escapar-lhe entre as
palmas da mão.Avistava todos os dias o seu caminhar desconsolado pela lateral
da janela do meu quarto que ficava de frente a calçada pobre e infeliz da moça ,várias
foram as tentativas de diálogos com a tal,mas aparentava está morta em vida e
isso era intrigante. Certo dia encontrei-a cabisbaixa sentada e pensamente
frente ao mar, sentei ao lado em mas uma tentativa de aproximação,Alzira olhava
infinito e não quis atrapalhar seu silêncio e foi aí que Alzira movimentou
alguns músculos da boca e baixo disse: -Sorria, eu estou tão viva quanto vocês.
Deu-me as costas, levantou e saiu...
Alzira foi embora e enterrou seu coração, nunca mais a vi.
E foi embora mesmo...
terça-feira, 10 de julho de 2012
Recordação.
Eu quando me vejo, olhos
lavados, cara lavada e coração sangrando. Recordo-me com sutileza da beleza
dela, olhos vidrados, notas de meu violão, que sempre escuta os meus desabafos
sem queixar-se. Embora amá-la me causa todo esse mal-estar, atrevo-me a pegar o
lápis e despir uma prosa pelo papel-companheiro-de-cada-dia,é uma sensação de
amoródio que sinto sempre que ti escrevo. Às lágrimas desgovernadas passeiam
sobre a face e parecem dançar uma valsa desgraçada que penso não ter fim. Eu
sempre enfeito minha tristeza, para que ela desfile civilizadamente pelos
córregos, e não me desaponte.Tristeza não pode andar desarrumada, ela tem que
tá sempre bonita para que seja bem falada; bela, maquiada, salto fino pra poder
pisar no calçamento do chão de outros, e assim manter a linha.Tento enfrentar
meu adeus tendo um bom diálogo com meu vinho, já que o cigarro não se faz mais
tão presente como antes, e conversamos por horas e mais horas e ele se rir das
minhas estórias sempre contadas infinitamente, sempre viradas em poesias
noturnas como fiel amante da noite.E ele não me leva a sério quando digo que
pedi a lua em casamento, porque sempre quando olhava nos olhos dela ela me dava
uma estupenda sensação de confiança e assim me fazia formosa, graciosa com seu modo doce
de me intimidar. Ela me aproxima de um sentimento morfado e verde. Verde lodo.
E fico nessa de olhar o relógio, só pra ver as voltas dos ponteiros nos minutos
apresentados, e saio ás vezes pra beber uma água fria, e respirar o cheiro bom
e poluído da cidade agitada. E encontro uma caixa oca, e deixo-a esborrando. E
dentro dela deposito minhas mágoas, minhas feridas. E fico na saleta aguardando
o destinatário, e a devolução.
domingo, 8 de julho de 2012
Por trás da menina ou por dentro dela
“Ela inexplicavelmente confundia-se dia pós, exalava seu cheiro heroico e nascia a
cada segundo com duras expectativas de realidade , encontrara em fungos uma
beleza qualificada de sentir nas entranhas um excesso
de vícios somente seus, trazia em algumas malas suas lembranças dividas e
azedas, pegara cada pesar e expunha ao
sol das seis matinal pois até ao meio-dia tudo que vinha grafitado pela estrada
transformará em águas sujas e límpidas
de dentro do calabouço fundo que cavara dentro das paredes ocas e
desorganizadas de seu peito, tudo era solto por dentro e nunca mais conseguira
pregar todo desfeito e pusera a viver em interrogações inacabáveis e procurava
tresloucada esclarecer suas aptidões ,
seus desconcertos, se fizera burra por agir compulsivamente e engolia os
resultados de suas compulsões, louca, impura e coberta de erros se escondera
dentro de casa como se lá fosse uma caixa que jamais seria descoberta e
esquecera que o telhado era mesmo de vidro e que ali ao lado rodara mesmo um
mundo (imbecil) embora não encontrasse solução se fazia mútua e plena de se. Se
enfeitara de pérolas colhidas nas conchas oceânicas mas belas, sabia ser
pulsante, ofegante e calma.Ainda assim era deserta, brilhante e torta.Era uma
menina ácida e latente, pungente e sã, sábia mas aguda e sorria as dores de um
baú sem cor mas cheio de vida.”
sábado, 7 de julho de 2012
Buh
“Lançara-se de fora pra dentro como águas transparentes que
passara como soro, e filtrara-se dentro de mim, certo de que mal chegara no
interno já tinha detalhadamente lá fora as boas vindas e olhá-la com rápida
fuga transfundia um levantamento, uma constância, um deslocamento e vontade de
conversar-te, tinha uma beleza jamais vista e desenhara sua forma em cores
vivas de personagens aqui pertos outrora de algum mundo. Tocara-me como um
sopro de instrumento calmo na noite fria e desalinhada de ser-tão mulher,seu
coração ardente fizera tão doce que causara no outro um desconforto bom de
sentir,alguns momentos ocultos se fizera
presente em alguns pausas de
interrogações (postas)e sua chegada solene despertara alguns poros ainda mortos
por aqui, era o saber sorrir expressado inacabadamente pela sua palma,
encontrei-a assim abstrata e solvente dentro de suas cores encantadas de mulher
majestosa e transbordando de melodia, com um músculo pulsante e florente agora
constara no caderno desfolhado de páginas seletas-e-coloridas de um alguém
vulto.”
quarta-feira, 27 de junho de 2012
De-fora-pra-dentro
De certo não se importara mais com coisas pequenas-mediocres-vãs, contava no silêncio escuro os dias apressadamente para vê-la, se faria mulher ou cristã. E como quem paga os seus pecados, e como quem espera na fé um milagre ela sussurrava como de imediato o seu piegas na saleta de sua vida de cores e vagões, por hora imaginara desenhar aquele riso e por vez pensara em nunca mais perdê-la, aqueles olhos de quem rouba o mundo, de quem vive e sente a deixara tão segura que soltou sem cálculos tudo que tivera em mãos para sentir-se bem,cheia e florida e se encontrara em tão estupendamente feliz que decidiu pendurar em um quadro toda essa continuidade de estar viva. O tempo gélido, o pensamento abusivo de quem deseja, o suspirar agitado e insatisfeito de quem almeja TER, toda uma inquietude lá dentro e por fora indiferença e mansidão preservava com tamanha segurança aquilo que sentira,sentia coisas raras, protegia ferozmente com seu escudo essas coisas humanas que ela cristã-mulher sentia tocar às carnes, os músculos,a cabeça o peito! Zelara com muita maestria tudo novo que estava a lhe acontecer e buscara ser para ela no mais âmago de se, seu TUDO. TUDO mesmo e com urgência disso e o querer de viver toda uma vida sem nublar, apenas olfato e imensidão e ter encontrado-a assim mansa e repentinamente só lhe dará a certeza de que amar é uma necessidade e que agora dependera de todo aquele amor.
domingo, 27 de maio de 2012
"HOMEM-PUTA-OU-VADIA"
Me vejo aqui, em cinzas negras feito o meu cigarro branco e tragado amargamente nos meus pulmões, me sinto louco e perdido em meio aos meus desatinos, encosto a cabeça no travesseiro e o mundo gira sem querer parar. Faço versos para amores perdidos e me encontro embaçado e frio.Apalpo o mundo, contorno o mundo e sinto minhas carnes presas e infernais dentro do labirinto vesgo e tolo de minha cabeça. Os goles já não tomados, a folha branca, o papel do lado,o sentimento confuso e desgraçado que envolve o corpo salientado, o pouco desfigurado. Certamente acompanhado de restos, de troços, de nada. Me sinto velho-cansado-e-fadigado.Despi do as palavras que soltas vagam o telhado de barro da casa minha sem trancas. Torturo minha mente, desperto meus mortais, corro apavorado como louco nas ruas descalça e nas calçadas jogo e pinto, pixo e choro meus desagrados. E sinto a ignorância tardia dos trechos de vida de minha fossa , escritos, jogados e mal lidos; em meu papel de parede o rosto sem cor e mal pintado das mulheres e alguns pecados.Faço um rascunho, leio, amasso, dobro e envio para o Diabo. Me desculpo por me fazer de coitado, sou um bêbado, descontrolado, repugnado, maltratado e malfeito. Chego a ser mal educado, não sou o tipo perfeito, às vezes sou bom sujeito, às vezes bem descarado, desgramado.Uso meu bom senso, costumo assumir meus pecados que por vezes deliciosos. Sou cabra safado.Matuto-denserolado, do sertão, do mato. E mato. Mato com foice quem não for do meu agrado. Morte boa? É morrer da minha, com um cigarro nos beiços, sopro e embrulho minha vida,sou filho da terra, sou apenas poesia, e minha batalha toda é pra deixa minha filosofia. Meus amores? É um a cada dia, porque não cansa, não estressa mas vira putaria. Alias nas pequenas pausas curtas do meu dia, sou puta, vadia.Não quero seu amor.Tão pouco me importo com essas coisas de sentimentos tortos. E me apresento assim pra você que me lê, e se tu não gostar pode dá meia volta, também não pedi pra ficar. E me chame do que quiser, que ainda assim ouso a responder. Engulo todos os dias meu viver no café amargo da manhã, minhas noites são negras, e negro é meu coração e me desculpa meu irmão embora eu seja humano detesto a civilização.
domingo, 15 de abril de 2012
Cheia-ou-vazia
Sabe quando te bate àquela
saudade amargosa de alguém? E quando você percebe que tá sentindo saudade e
para pra ver se essa vale a pena, e teu peito é invadido por uma sensação terrível
de dor? É exatamente dessa pessoa que você não precisa.Andei pensando em tantos
modelos padrões de ser feliz, coisa besta encontrada na película dos olhos de
quem amamos. Sabe àquela angústia e
desespero que te bate de viver ? Sabe quando um sorriso é forçado pra
esconder uma dor grande? E sorrir apenas com os dentes, porque o mundo passa
lentamente dentro de sua cabeça,e nunca mais sobrou tempo para observar a rápida
vida desfilando os estandartes de sentimentos todos nossos e feios ou bonitos
nos fazem parte. Sei que uma maré de nostalgias boas e ruins estar a me visitar,
eu tenho recebido a visita sem café, sem chá, bolinhos ... Apenas sem. Estou
sendo bem mal educada com ela,estou vivendo e o único som que tenho escutado é o
de minha respiração silenciosa na noites de trevas que tenho vivido. Estou
preste a cometer um homicídio, e penso milhares de vezes, um jeito sem dor de
matar minha alma. E agora eu precisei chorar, e às lágrimas desceram rasgando o
meu rosto, pois até elas se petrificaram dentro; E vou chorando minha
dor, e vou sorrindo minha dor, e vou
(sobre)vivendo o estar doloroso que habita com peso o zumbi chamado eu. E uma sensação vazia de estar sempre cheia por dentro, um cheia de nada.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Resposta Para à Mulher Amada
Digo te que várias foram
as tentativas de envios de tais cartas, representando tamanho afeto e muitas
foram também não enviadas, algumas espalhadas pelos cômodos da casa, nos
canteiros, preenchendo e enfeitando localidades, e quase de imediato me vem
tamanha vontade de respondê-la, embora o carteiro insista em não mais entregar
minhas correspondências sinto-me na necessidade de preencher teu vagões, e
derramei no papel tintas de desespero ao cair de todas as noites, e me fiz
piegas em momentos claros. Confesso que com o passar dos anos, dediquei-me a
observá-la da varanda alta do quarto de minha mãe, pois no meu existe apenas
tristezas, e quando piso no quarto dela me encho de luz, e assim te escrevo
bonito.E nas noites que me faço solitário, converso com estrelas cintilantes e
me escondo por trás de uma cortina branca rendada assim que escuto os teus
passos calmos pelas ruas, olho urgentemente sua caminhada e é adorável sentir ,
ver, observá-la ; calmosamente cada detalhe que fotografo pelas retinas, tenho
feito-me menino-moleque,para o quando de um desses esbarros repentinamente .Pois de
certo nosso encontro tem guardado dentro de nós um muro e se nos encontrássemos
tamanho impacto seria, e não chegaríamos a suportar, creio.Mas mulher-amada-minha,
sempre retornarei a tal encontro que por um triz sempre vai ficar,mas sinto nas
carnes algo ainda mútuo no que há, algo que transborda nos olhares, algo que
escapa nos dentes-sorrindo-dos-dias-nossos, algo nosso!! E acredite dona de
minhas prosas matinais, eu me enfeito sempre, me perfumo todas as vezes que
pego a caneta para escrevê-la, arranjo sempre uma rosa na mesinha ao lado, e
fico ali sentado de frente com a varanda, e almejo tanto tua chegada e que
fosse agora por um segundo apenas. Peço que feche teus olhos e imagine um bobo
e belo sorriso de um sentimento pulsante, é assim que estou agora nesse exato.
Me cubro com teus cabelos negros sempre quando paraliso tua imagem em minha
mente,e acabo me perdendo e tudo começa a girar no teu espaço de haver dentro
do (eu) meu. Eu ? pergunto-me constantemente quem sou sem tua beleza, alguém
mofado, incrédulo,confuso e morto.Gosto da maneira que amorfias as cavidades
que tenho, e digo mais que brevemente voltarei a (d)escrevê-la, pois o relógio
já está avançado e às horas se apressam bastante, vou repousa em minha
cabeceira agora e dormi. Amada, até mais!
Carta Para a Mulher Amada
E tu que nunca, jamais repousasse em meus lençóis, que eu amo exatamente como mulher e exatamente como mulher. Tu que nunca tomei, bebi ou mesmo degustei em noites frias ,e por desejá-la em matéria física na cama quente e só que tenho. Imaginei por vezes teu beijo tão sonhando, teu toque tão almejado, teus suspiros pensados nas madrugadas sólidas e amargas que me fiz poeta para descrever o tormento que sentia ao ti escrever essa carta em páginas brancas e cheias de ternura.Amada minha, vago as noites cálidas em tua procura e tenho por dentro um ácido querer devorante de quem ama um alguém que jamais será seu, e tomo meu bom vinho certo de tua não chegada em portas ou janelas traçadas nas paredes tensas do peito, pois é sempre tarde, sempre fica escuro, sempre padeço e tiro alguns cochilos em cima do travesseiro dos meus versos doces, somados, simétricos no que sinto, inquieto no que fala.E quando escrevo está carta amada, escrevo com tinta de sangue e com transparência de lágrimas por não tê-la, selo a mesma com infinita sensação de nunca te aquietares em meu colo, e ainda me esqueço de esquecê-la por ser tu a dona desta maré furiosa que movimento ao vê-la chegar sempre pra não ficar.E assim mesmo cabes aqui como um alguém que vive, morre e ressuscita sempre de dentro (de-mim)
domingo, 11 de março de 2012
Ao moço.
Ele tomou todos os goles daquela bebiba quente que circulara suas veias frias,e se manifestou logo em breve.Queria apenas escangalhar aquilo que sentia de banal e estúpido e que precisava ser expulso de dentro dele.pois tudo aquilo já o sufocara e incomodara sua respiração, a tal ponto que o ar já não circulara mas nas esquinas de seus pulmões.E agitado começa a gritar desvairadamente e todas as suas palavras eram lançadas no peito daquele outro com exatidão, e eram flechas sangrentas, de choro, do que ele sentia.Cada letra dita era embaçada pois sua coordenação já se encontrara perdida naqueles goles grandes de beber o outro.E queria sim! O moço queria o outro, moço, sim!E ele dizia autoritário : -Me deixem,mas tragam-me ele aqui! Você abe o que eu estou sentido ??É, eu estou amando! E aquele final de frase tocava aos demais que assistira o seu show enquanto pensavam naqueles que também eles amavam.E daquele modo bêbado de dizer ela os tocara à consciência .E eu pensei nas doses,nos goles,nos litros de desespero tomados por aquele amigo que sentia na carne viva o gosto cruel e desmedido de amar o AMORNOSSO!
Oração.
Vinho, meu bem, sirva-nos de companhia nessa noite maldita e serena, dos amantes noturnos
Tateamos sobre uma redoma ilusória, suspirando; apalpamos um estar difícil, e como transferência de oxigênio pulmonar, da manhã nos refaçamos. Libera nesses goles quentes toda essa solidão-vazia. E bate pela janela a poeira do tapete velho e cansado de ser só no piso feio da sala de estar,refaçamos. Cobre-te com outra, outra cor, não dor. Que refaçamos os estares cíclicos. Refaçamos. A sofreguidão em guidom condutor para um'outra moradia. Cobre-te com outra, outra cor, não dor. Que refaçamos os estares cíclicos. Refaçamos. A sofreguidão em guidom condutor para um'outra moradia. Abandonando a casa velha,e vislumbrando um novo lar,deixemos o estar líquido dos olhos e transformemos o pó em oração de vida, juntemos, refaçamos.
“Santos&Marques”
À Moça.
E pensei enquanto apanhava um cigarro, enquanto tirava uns goles doces e quentes de uma café amargo e frio na moça doce que no espaço do meu enquanto tinha seus nervos afoitos e pensava naquele instante em gritar sua cólera ao mundo.Ela chorava e suas lágrimas eram cubos de gelos que formavam um icerbg quando juntou às lembranças belas e cruéis daquele passado que ficou por um triz, que se encontrara agora nas reticências do seu sobreviver.é a moça-menina-e-triste virara a noite com seus sentimentos que haviam congelado, pensava e chorava.Enquanto lá fora na esquina do boteco o vento tratava de soprar às suas lamúrias, os seus desafetos por aquele menino-quase-moço.E a moça queixara-se em um lamento que dizia que poderia sim ter dado certo, se não fosse tamanho burrice do moço em não saber. A menina quase mulher pegara agora, enquanto trago o meu segundo cigarro o seu iceberg e exponhe lá fora,no sol das seis horas, pois até chegar o meio-dia tudo aquilo que lhe era incomodo viraria água, e assim decidiu descongelar o que tinha guardado no seu baú íntimo. E tentando abafar o grito em seu travesseiro , ela desabafava seus desgostos.Enquanto eu cá na minha certeza, pensava em responder aos ecos que passara agora em minha rua. É, a leitura feita em seus olhar cabisbaixo já me contara toda à sua aflição, pensei enquanto acendia o último cigarro.E assim continuou... Vai moça, te aquieta, fica bem e vomita todo esse azedo descartável que sentimos quando engolimos à alguém.
"A menina estava na salinha nauseando sua dor-quase-de-parto, ela se agarrara desesperadamente à isso nogento que humanos sentem,ela tinha algo de sofisticado , de impiedoso, de doloroso no que sentia.E começava a cansar de sua solidão noturna, e pensava se valia mesmo gastar às folhas de seu caderno para contar um romance que nunca em hipotese alguma seria lido ou publicado, preferiu então continuar escrever suas cartas ricas e melancólicas e jamais enviáveis."
domingo, 4 de março de 2012
Saudades dela.
Saudade do perfume dela, de rosa na janela aguardando sua chegada,saudade do sorriso lindo que abro quando a vejo passar,saudade do pulsar dela do cheiro de canela que tem o seu despertar, a saudade me cai agora feito um manto protegendo essa magia que sinto em seu olhar quando muitas vezes desencanto ao vê-la passar, aqueles olhos de cais noturnos já me pertenceram em uma noite fria de sertão, já me fiz de abrigo pra ela,pendurei meus sonhos na janela,na janela do teu pomar, estendi no varal da saudade todos os sentimentos e ainda lembro do do corpo dela e as curvas de seu pensar,misturo os movimentos e a vontade que sinto por dentro de um beijo querer te dá, nunca vi coia mais bela do que o sorriso dela de manhã a beira mar,olho o infinito azul-oceânico ,olho o infinito amor dela, e sei que é por ela que vou morrer de amar.
sexta-feira, 2 de março de 2012
E pegou a caneta vermelha-lábios para escrever uma nota de um sentimento escuro-embaçado,e no cinza envelhecido daquela tarde chuvosa confessou todos os seus pecados ao vento leste,sussurrou no ouvido daquela árvore e discutiram baixinho sobre o trágico amor humano, e ficaram ali por horas e tentavam pintar aquele amor quase viúvo por um alguém vivo-morto que não partiria porque nunca havia chegado na verdade,pegara o relógio e atrasara aqueles segundos de respiração,pra que seu tempo corrido parasse pra observar a moça que guardara tantos sentimentos sortidos e que sempre levara todos embrulhados na data de seu aniversário e como amado infiel nuca estava presente para receber.Re-ce-be, dizia a moça.Dizia sempre pra ela.Recebe que ele é teu,e como se isso não bastasse corroer por dentro aquela pobretona que se fizera por amor, a moça sempre o olhava no infinito.E dentro dele cabia sim tudo que ela tinha,mas ele,ele o moço era pequeno demais para suportar tamanho amor de Mulher, e ela, ela a moça sabia que ainda assim morreria ainda em vida, por amar fielmente, por pensar diariamente no tempo,quilômetros,diferenças,idade tantas outros.Olhe moço se preciso for enterro você vivo em minhas lembranças mortas.E depois ? Morreria.Por não suportar em morte, a ausência tua viva, a ausência de quem mais lhe importava,de quem mais se importava em seu estado agudo de interrupção.A moça morrera,morrera de aflição.
Conversa 43.
Desfilo todas as noites nos teus devaneios, nos teus prazeres solitários da carne,nas tuas fantasias mais íntimas e agradáveis, tudo é primitivo nesse turbilhão de sensação que sinto ao te ver do outro lado e como um perfeito idiota estico os braços para tocá-la mas a sua distância nunca me permitiu chegar, passar por perto ao menos .Eu sinto tua fome infame de me ter em teus braços de seda,sinto por ser teu mal, tua cura, teus desejos em noites pardas e escuras, sinto por ser teu carnaval, teu pecado, teu erro,teu medo,tua ternura.Sinto na pele crua a dor de não poder te tocar, por ser todo esse jogo de perigo que te circula.Peço perdão por ter sido esse covarde que nunca conseguiu te abandonar, que nunca saiu de perto de ti, que nunca saiu de dentro de ti, e em circunstância alguma sairá.E essas nossas histórias diferentes, e esse nosso tempo diferentes, e essa contextualização do que sentimos totalmente reprimida.E toda essa imã que é esse sentimento sem nome que nos abraça nas noites frias e silenciosas dos nossos quartos,te isolei dentro de mim, como humana, como amor, como amada,como ser...ser ? Ser assim, um drinque , um brinde.Um amor-paixônico que sinto por ti, amor de dama-vagabunda que vaga as noites feito uma cadela a tua procura, que vai morrer poeticamente nesses versos que penso ser mentirosos, na tua particularidade de existir dentro de mim, te pus no altar meu amor de versos noturnos, de versos distantes,e tomo mais uma taça na certeza de tua chegada por aquela porta.E espero não morrer nos meus goles, e que eles não tenham mais o gosto amargo,solitário de quem ama só.Vá meu amor, venha amor.E volte sempre que precisar.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Cansado.
Nesse instante bateu aquela saudade de um tempo curto e estreito nas paredes ocas do peito atordoado, cicatrizado, ferido, magoado.Triste com humanos,pessoas ferem demais e nos usam como armas pra suas babaquices, tolices e tolos somos.Raça mafiosa! Eu estou cansado de expor os meus sentimentos em uma prateleira, no qual você sempre chega e faz sua escolha,eu estou cansando disso, desse disfarce posto em teu rosto pra me fazer de otário,tens transformado minha vida em uma verdadeira construção,me sinto ultimamente assim, tijolo, brita, terra, concreto, pó. Pó de resto,pó de sobra, pó de pó.E faz essa poeira toda em minha vida que pendurei no cabide mais feio do meu guarda-roupa, por não querer mais ver tua face, me sinto tolo, menino, moleque.E tenho mergulhado tudo o que sou,em meus copos profundos de amargura que nunca vive seco, depois de tua chegada.Em nossos corpos já se perdera a necessidade da palavra sempre, para sempre eu vou te amar. Esse sempre não mais existe,não mais aqui no meu peito.Estou aprendendo a ser duro,forte e sensato. Me Preparo todos os dias para o nosso adeus tão próximo, tão certo .E fico incerto, só tenho a certeza da fumaça de meu cigarro, que se perder na sala, por onde caminho e olho o relógio que conversa comigo e diz: -te apressa menino, o tempo passa rápido, apressadíssimo! E no bater dos ponteiros eu me recuso a correr, essa coisa que chamo de vida, nem posso dar outro nome, porque só penso que seja merda, vida é merda.Esse é o pensamento do momento, mas quando lembro e paro e longe, longe mesmo se escuta ainda uma voz dizendo : -MERDA,NÃO!MERDA É ADUBO,MERDA É VIDA,VIDA MERDA!
14.02.2012
Hilton
Sobre o desentendimento dos nossos olhares fugazes.Senti a fúria do corpo em desespero a procura dos lábios áridos.Um desvairo sem cálculos, sem métricas que faz o sangue subir a cabeça e em cerca de minutos o involuntário dos músculos desesperar-se, inútil querer classificar toda a ânsia e satisfação do gosto amargo do HILTON, que como a sua fumaça escapa deixando a marca em cinzas daquele lugar chamado momento.
21.09.09
Definir o rosto de paz que ela transmite é quase uma loucura, a cor da pele que desafia o pecado me passa a vontade de tê-la, tão bom desejar-te que só em pensar chego a fica lúcida,d e tal forma que poderia comente um crime, penso até...
Sequestrar sua calam, em troca de seu amor,tirava-lhe para dançar um tango e de forma contraste um convite para tomar um bom vinho, e observaria os detalhes mais implícitos, e guardaria o nosso encontro de forma tão cafona que depois daríamos risadas, mas estaria contente conosco, com teu ser.Porque só em vê-la o coração vibra e as emoções são complexas.
28.10.09
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Pra esse caboclo
Eu peço que continue, pra que siga em frente porque não tenho mais nada a lhe dizer caboclo demente,que faz das minhas poesias um verdadeiro canto, e quando aqui me vejo aos prantos, fico pensando se vale a pena gastar as minhas novenas sobre versos de desencantos .
Tô magoado caboclo e penso se sou imbecil, tenho até vontade de tomar um pote e um barril de cana, porque caboclo sou tua cama e ainda assim não queres em mim descansar.
Olhe moço agora eu me arretei e se tu vier pro meu lado outra vez, vou te expulsar rapidinho do meu pedaço.Acho inté mentiroso os versos que faço, porque gostei, sarrei e dei um laço.
Melhor lhe digo um nó,e sinto uma dor de parto quando penso que acho que tu é um desgraçado, e fico louco pra te dar uns sarros.
Mas veja só caboclo, seco todas as minhas palavras bebendo você nas noites e tirando uns tragos de meu cigarro que não é de palha, palha mesmo é minha vida seu moço. Que tu embrulhasse nos dedos e colocasse no bolso. E ainda eu quero o arrego desses teus beijos tortos, porque só em pensar em te me enfeito caboclo e me desmantelo todo só pra ver tu cruzar. Cruzar aquela viela, aquela capela que me pus a rezar, pra ver se tu caboclo doido deixar de ser escroto e comece a me amar.
E se eu me estressar, não vou lhe perdoar, mando uma missa rezar pra tuas atitudes imbecis , pego uma vela e coloco num canto, cubro minhas poesias com um manto e prometo nunca mais de tu se alembrar, porque gota serena já rezei tanta novena e ainda fico com pena pro mode que tu nem tenta sonhar.
09.02.12
Tô magoado caboclo e penso se sou imbecil, tenho até vontade de tomar um pote e um barril de cana, porque caboclo sou tua cama e ainda assim não queres em mim descansar.
Olhe moço agora eu me arretei e se tu vier pro meu lado outra vez, vou te expulsar rapidinho do meu pedaço.Acho inté mentiroso os versos que faço, porque gostei, sarrei e dei um laço.
Melhor lhe digo um nó,e sinto uma dor de parto quando penso que acho que tu é um desgraçado, e fico louco pra te dar uns sarros.
Mas veja só caboclo, seco todas as minhas palavras bebendo você nas noites e tirando uns tragos de meu cigarro que não é de palha, palha mesmo é minha vida seu moço. Que tu embrulhasse nos dedos e colocasse no bolso. E ainda eu quero o arrego desses teus beijos tortos, porque só em pensar em te me enfeito caboclo e me desmantelo todo só pra ver tu cruzar. Cruzar aquela viela, aquela capela que me pus a rezar, pra ver se tu caboclo doido deixar de ser escroto e comece a me amar.
E se eu me estressar, não vou lhe perdoar, mando uma missa rezar pra tuas atitudes imbecis , pego uma vela e coloco num canto, cubro minhas poesias com um manto e prometo nunca mais de tu se alembrar, porque gota serena já rezei tanta novena e ainda fico com pena pro mode que tu nem tenta sonhar.
09.02.12
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Mas o corpo agora desobedece todas as regras, o ser padece no paraíso não muito distante.Os limites todos ultrapassados e todas suas forças quebradas.E ela nesse exato momento parece não ter os sentidos, o seu corpo se rende ao toque e o delírio é uma certeza, a voz se transforma rapidamente, seu olhar por vez vergonhoso pede um descanso quando na verdade quer mais e sempre mais, quer o infinito, o absurdo, o modo mais estranho de amar, porque para ela é válida toda forma de amor.
26.06.10
Em nome dessa saudade
Seu sorriso acaba por me consolar
amo tanto você, amada.
Como é difícil não poder dizer isso claramente em seus olhos de manhãs claras.
Quero o seu pulsar, porque só em respirar já me tornas o ser mais feliz.
Quero cravar em seu peito todo o meu amor,essa coisa coisa louca que a gente sente.
Preciso vê-la passar apenas ,pra tudo que está morto em mim avivar , renovar.
Sua leveza, sua beleza, você...
Matar toda essa saudade maldita que me fortalece, pensar na sua voz baixa, minha reviravolta nas madrugadas, quero calar-te com meu beijo mudo, sentir teu corpo e olhar firme dentro de te, pra ver se ao menos percebes todo esse meu amor latejante, que grita ao mundo essa felicidade que é te amar, quero em chamas me arde junto de te.
Devorar os sentidos, todos.
Arrancarei meu coração se preciso for e coloco em um altar como oferta, e minha alma nessa ficará registrada tudo o que sou por você, todas que sou por você, apenas o que sou por você.
E não hesitarei ao mundo o que quero,mas guardarei meus sentidos.
Prometo te amar hoje ainda que a luz do grande astro não apareça,e amanhã após ele levantar e até mesmo ontem depois que ele for embora, eu sugiro uma valsa doce nessa noite, eu sugiro nunca te perder, eu prefiro em um abismo me atirar do que imaginar um dia de minha vida sem o seu sorriso .
15.02.11
Black Sentimento
É que as lágrimas que choram os meus olhos, que ardem meus olhos, que queimam meus olhos um dia você vai pagar.Meu coração está pesado, de forma que morro e choro.Lágrimas imperdoáveis, intermináveis.Você me desestrutura, acaba comigo, destrói. Eu morfado de esperar, vivo.Vivo morto de esperar o morto vivo que há; A condenada é por isso que te odeio, por te amar tanto. Como ?? Como me dói você. Você me dói. Ah pudera eu como louco dessa loucura me curar.Degolar esse sentimento, sufocar esse tormento, me livrar disso que sinto. De bom, de ruim, que não presta, de mim , em mim. É Black esse sortimento de emoções, de sofrimentos, de sentimentos, de cigarros, e fumaça esse amor. Esse mesmo perdido, no vento.
19.04.11
Desabafo ao público.
Ando com uma vontade de despejar em público todas as minhas verdades, mas não acredito que isso me convenha ou até mesmo que seja suficiente.Me sinto enojada de certas criaturas que habitam aqui, com raiva da irracionalidade de povos que se julgam humanos, quero que fique bem claro todo o meu aborrecimento, esqueceram o respeito para com se mesmo e EU TE AMO torna-se bom dia!Inúteis seres burranos que aprendem a justificar suas falhas estúpidas no álcool, coitado.COITADO seja o álcool que talvez em seu estado mais sóbrio não se deixasse lúcidar por incompetentes humanos, raça calamitosa! Necessitam mesmo de um choque de realidade, um tipo cai na real, uma pisa bem dada quem sabe não surtirá algum efeito.Banalizaram os sentimentos alheios, o egocentrismo povoa a cabeça desse infames, isso me faz ficar em estado revoltoso de vida, troco os meus dias por longas noites sozinha, por não suportar mais a praga humana de existir.
07.04.11
Isso tudo é mentira
Poesia bêbada.
Por você eu me contorço todo.É uma agonia estar tão quente perto de você tão gelada, minha dama vermelhosa.Eu não sei pensar, eu não sei se estou ferido ou enganado.Eu me pus a escrever porque falar não alimentava minha dor .E minha sofreguidão estampada na cara de ser humano, jogava naquele instante todos os controles no chão, e em meu pulso azul, corria aquele sangue vermelho , vermelho de chorar, de chorar minha dor, de quebra a garrafa de mediocridade de um sentimento lido em outra língua, e se a minha alma fosse mesmo esse deserto de almas como aquele besouro que pousa em mim e me faz adormece, e dormente minha cabeça batia naquela parede, que tinha um gato que ria, e ria, e ria, e eu pensava naquele copo uou de bêbado do menino que ventilava o que tinha na alma que escrevia, e escrevia , e escrevia como se isso fosse a última opção dentro daquele colchão que estava no quarto, e a solidão que estava deitada nas perguntas que o menino falava.E aquele menino via agora o mundo da varanda, em um banco e ficava confuso.Se pos a dançar , um a dança na qual a lua era seu par, e as estrelas serviam de platéia.Mas no canto daquele menino não tinha papel, e no espelho de seu volto encontrar exatamente aquele que se chamara felicidade, fora buscar no quarto o que já havia em si.E de imediato se reconheceram naquele minuto, e no fim da décima garrafa jogou no copo e se entregou a pia.Embora jovem não tinha menos que vinte.E pensou naquele cigarro chamado saudade que soprava aquele conto mentiroso e pos se a escrever no pulso de poeta fingidor.O cigarro se apagara e numa complicação onde jogava as palavras em seus joelhos onde sem nome, escrevia palavras azuis, onde olhava e não entendia nada.E como quem quase mata um gato, o menino bêbado falava dos poetas e de como tudo vezenquando se torna estranho.Assim mesmo bebia e qualquer líquido agora seria suficiente, qualquer que fosse ele, e qualquer detalhe no deserto de almas seria suas referências.Mas qual eram suas referencias ? os atros? eles seriam sua referência e segundo a menina que escrevia a história, a mulher era sempre uma cachoeira as avessas e então como colar tudo isso, não estando bêbado?E o cigarro, está em cinzas está na bunda da garota que gritara agora a mordida de uma puta que derramara a bebida no colchão e também nos cabelos e nas marcas de mordidas pelo seu corpo.A felicidade era quente e toda poesia era mentira e nunca financiara nada do que fosse a dois.O menino gostava dos opostos.A gata que quase foi morta tentava entender a poesia maluca e prestava atenção nas mentiras que eram ditas em tons de verdades.Havia empolgação no ar e o menino andava pelo mundo sem ao menos sair de seu colchão.As cores se misturavam na cabeça do menino que leu nada e nunca juntou palavras sem sentido; Palavras que se confundiam as cabeças das putas.A vida se acabava em um minuto, mas nada disso era verdade, o fim estava apenas começando.Era o fim do sofrimento que se passava, se passava apenas no início e que agora não passava de confusão.Nem o menino e nem as putas conseguiam mais definir o que era sol do que era noite, separavam apenas seus sexos.Sexos opostos, dentro de tantas igualdades.O menino nada podia fazer para deter o sono enquanto as putas enlouqueciam em meio as suas loucuras bifurcadas.O menino não dormia, apenas pensava e por isso estava solitário novamente.O menino se ia, ia pra longe com seus pensamentos.Pensava na gata quase morta, nas estrelas elétricas, nas velas e na chama que queimava seu corpo como lenha numa lareira.Estava quase coberto, mas nada disso realmente fazia sentido.As putas, o menino, a gata quase morta, gritavam em silêncio, gritavam e não sabia, nem ouviam.Eles se moviam e destruiam o pouco de lucidez que ainda tinham.A partir desse dia, no meio de uma noite escura, nem o garoto, nem as putas, nem a gata quase morta seriam os mesmo; Estariam sempre distantes, mesmo estando perto, tão pero que já estavam um dentro do outro.Eram um só agora.Um menino que agora era uma puta, e as putas que agora eram um garoto solitário e uma dose dupla descia pela garganta dele, ou delas que agora eram um só.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Sobre a mudança
Tenho mudado cada parágrafo do que sou para ver teu sorriso escrito em meu caderno.Tenho sonhado cada linha em teus traços tímidos de dizer que me ama.Procuro ser teu abrigo em noites de trovoadas, e o que tenho em mãos é apenas uma caneta que vai descrevendo nossa história de amor jamais contada nos livros de romances.Tenho experimentado tantas sensações de amá-la e o que encontro são tuas páginas seladas em minha vida, jamais numeradas porque o que sinto tem um gosto doce de infinito.E me encontro tão inudado de felicidade que poderia parar o capítulo agora .Vezenquando distraído na lembrança do brilho de teus olhos, paro de frente a tua fotografia e penso alto: "É foi pra essa moça que doei meu coração." E fico pensando em teu mundo que agora é meu e um sorriso no canto da boca escapoli e uma lágrima cai do olho , ela é de felicidade.E volto às páginas para compensar a saudade e fecho o caderno imediatamente pois se eu pudesse moça tu não se afastava mais nunca de mim .
10.01.2012
10.01.2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
"Olhe senhora, vezenquando lembro-me que tenho um coração que pertence àquela moça, embora não fique. E mesmo não vendo a sofreguidão de meus olhos-noturnos a velar, lanço uma imensidão de palavras ao vento que a toca levemente todo o cair das tardes que pus triste a escrevê-la e amá-la, mesmo ainda que me tire do sério, náufrago na delicadeza dos versos de sua existência. "
12.01.11
Assinar:
Postagens (Atom)