domingo, 15 de julho de 2012

E fumou seu cigarro na ânsia de engolir a fumaça.
Era mas fácil que engolir 'humanos'.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O adeus de Alzira


Ela quis ver de perto o cálice da sua alma e se fizera de louca para na pele sentir os gritos levemente abafados na sala de estar, enxugara suas dores em uma toalha branca encardida que no bordado estava escrito ‘Alzira’. Alzira sem cor, sem tom, sem pele era apenas mas um nome vazio e mal lembrando,puxara as cortinas da sua sala pequena porque o que passava na cabeça daquela mulher eram águas cheias de lodos, era verde. VERDE MORTO.E não tinha essa de esperança no verde, era quase o mundo desabando lentamente na sua cabeça e Alzira ??  Entrava apenas no intervalo de minhas pausas enquanto eu fumava apressadamente meu último cigarro,não sonhei muita coisa pra Alzira não, mas sabia que ela tinha o mundo em suas mãos, mas era muito moça ainda embora seu coração fosse gigantesco e os seus sonhos fábulas ultrapassadas de menina grande.Era triste, às vezes vazia,olhar pra ela causava um desconforto parecia  tomar café frio pela manhã e os seus dias eram todos mimados mas frios, e falo desse frio que a gente sente no inverno,congelante.Alzira não sabia ganhar presentes, tão pouco sorrir às vezes que flagrei Alzira rindo era para não demonstrar tamanho grau de sofrimento ria com os dentes apenas, e o mundo parecia escapar-lhe entre as palmas da mão.Avistava todos os dias o seu caminhar desconsolado pela lateral da janela do meu quarto que ficava de frente a calçada pobre e infeliz da moça ,várias foram as tentativas de diálogos com a tal,mas aparentava está morta em vida e isso era intrigante. Certo dia encontrei-a cabisbaixa sentada e pensamente frente ao mar, sentei ao lado em mas uma tentativa de aproximação,Alzira olhava infinito e não quis atrapalhar seu silêncio e foi aí que Alzira movimentou alguns músculos da boca e baixo disse: -Sorria, eu estou tão viva quanto vocês.
Deu-me as costas, levantou e saiu...
Alzira foi embora e enterrou seu coração, nunca mais a vi.
E foi embora mesmo...

terça-feira, 10 de julho de 2012

Recordação.


Eu quando me vejo, olhos lavados, cara lavada e coração sangrando. Recordo-me com sutileza da beleza dela, olhos vidrados, notas de meu violão, que sempre escuta os meus desabafos sem queixar-se. Embora amá-la me causa todo esse mal-estar, atrevo-me a pegar o lápis e despir uma prosa pelo papel-companheiro-de-cada-dia,é uma sensação de amoródio que sinto sempre que ti escrevo. Às lágrimas desgovernadas passeiam sobre a face e parecem dançar uma valsa desgraçada que penso não ter fim. Eu sempre enfeito minha tristeza, para que ela desfile civilizadamente pelos córregos, e não me desaponte.Tristeza não pode andar desarrumada, ela tem que tá sempre bonita para que seja bem falada; bela, maquiada, salto fino pra poder pisar no calçamento do chão de outros, e assim manter a linha.Tento enfrentar meu adeus tendo um bom diálogo com meu vinho, já que o cigarro não se faz mais tão presente como antes, e conversamos por horas e mais horas e ele se rir das minhas estórias sempre contadas infinitamente, sempre viradas em poesias noturnas como fiel amante da noite.E ele não me leva a sério quando digo que pedi a lua em casamento, porque sempre quando olhava nos olhos dela ela me dava uma estupenda sensação de confiança e assim  me fazia formosa, graciosa com seu modo doce de me intimidar. Ela me aproxima de um sentimento morfado e verde. Verde lodo. E fico nessa de olhar o relógio, só pra ver as voltas dos ponteiros nos minutos apresentados, e saio ás vezes pra beber uma água fria, e respirar o cheiro bom e poluído da cidade agitada. E encontro uma caixa oca, e deixo-a esborrando. E dentro dela deposito minhas mágoas, minhas feridas. E fico na saleta aguardando o destinatário, e a devolução. 

domingo, 8 de julho de 2012

Por trás da menina ou por dentro dela


“Ela inexplicavelmente confundia-se dia pós, exalava seu cheiro heroico e nascia a cada segundo com duras expectativas de realidade , encontrara em fungos uma beleza qualificada de sentir nas entranhas  um excesso  de vícios somente seus, trazia em algumas malas suas lembranças dividas e azedas, pegara cada pesar  e expunha ao sol das seis matinal pois até ao meio-dia tudo que vinha grafitado pela estrada transformará  em águas sujas e límpidas de dentro do calabouço fundo que cavara dentro das paredes ocas e desorganizadas de seu peito, tudo era solto por dentro e nunca mais conseguira pregar todo desfeito e pusera a viver em interrogações inacabáveis e procurava tresloucada  esclarecer suas aptidões , seus desconcertos, se fizera burra por agir compulsivamente e engolia os resultados de suas compulsões, louca, impura e coberta de erros se escondera dentro de casa como se lá fosse uma caixa que jamais seria descoberta e esquecera que o telhado era mesmo de vidro e que ali ao lado rodara mesmo um mundo (imbecil) embora não encontrasse solução se fazia mútua e plena de se. Se enfeitara de pérolas colhidas nas conchas oceânicas mas belas, sabia ser pulsante, ofegante e calma.Ainda assim era deserta, brilhante e torta.Era uma menina ácida e latente, pungente e sã, sábia mas aguda e sorria as dores de um baú sem cor mas cheio de vida.”

sábado, 7 de julho de 2012

Buh


“Lançara-se de fora pra dentro como águas transparentes que passara como soro, e filtrara-se dentro de mim, certo de que mal chegara no interno já tinha detalhadamente lá fora as boas vindas e olhá-la com rápida fuga transfundia um levantamento, uma constância, um deslocamento e vontade de conversar-te, tinha uma beleza jamais vista e desenhara sua forma em cores vivas de personagens aqui pertos outrora de algum mundo. Tocara-me como um sopro de instrumento calmo na noite fria e desalinhada de ser-tão mulher,seu coração ardente fizera tão doce que causara no outro um desconforto bom de sentir,alguns momentos  ocultos se fizera presente em alguns pausas  de interrogações (postas)e sua chegada solene despertara alguns poros ainda mortos por aqui, era o saber sorrir expressado inacabadamente pela sua palma, encontrei-a assim abstrata e solvente dentro de suas cores encantadas de mulher majestosa e transbordando de melodia, com um músculo pulsante e florente agora constara no caderno desfolhado de páginas seletas-e-coloridas de um alguém vulto.”

quarta-feira, 27 de junho de 2012

De-fora-pra-dentro


De certo não se importara mais com coisas pequenas-mediocres-vãs, contava no silêncio escuro os dias apressadamente para vê-la, se faria mulher ou cristã. E como quem paga os seus pecados, e como quem espera na fé um milagre ela sussurrava como de imediato o seu piegas  na saleta de sua vida de cores e vagões, por hora imaginara desenhar aquele riso e por  vez  pensara em nunca mais perdê-la, aqueles olhos de quem rouba o mundo, de quem vive e sente a deixara tão segura que soltou sem cálculos tudo que tivera em mãos para sentir-se bem,cheia e florida e se encontrara em tão estupendamente feliz que decidiu pendurar em um quadro toda essa continuidade de estar viva. O tempo gélido, o pensamento abusivo de quem deseja, o suspirar agitado e insatisfeito de quem almeja TER, toda uma inquietude lá dentro e por fora indiferença e mansidão  preservava com tamanha segurança aquilo que sentira,sentia coisas raras, protegia ferozmente com seu escudo essas coisas humanas que ela cristã-mulher sentia tocar às carnes, os músculos,a cabeça o peito! Zelara com muita maestria tudo novo que estava a lhe acontecer e buscara ser para ela no mais âmago de se, seu TUDO. TUDO mesmo e com urgência disso e o querer de viver toda uma vida sem nublar, apenas olfato e imensidão e ter encontrado-a assim mansa e repentinamente só lhe dará a certeza de que amar é uma necessidade e que agora dependera de todo aquele amor.

domingo, 27 de maio de 2012

‎"HOMEM-PUTA-OU-VADIA"


Me vejo aqui, em cinzas negras feito o meu cigarro branco e tragado amargamente nos meus pulmões, me sinto louco e perdido em meio aos meus desatinos, encosto a cabeça no travesseiro e o mundo gira sem querer parar. Faço versos para amores perdidos e me encontro embaçado e frio.Apalpo o mundo, contorno o mundo e sinto minhas carnes presas e infernais dentro do labirinto vesgo e tolo de minha cabeça. Os goles já não tomados, a folha branca, o papel do lado,o sentimento confuso e desgraçado que envolve o corpo salientado, o pouco desfigurado. Certamente acompanhado de restos, de troços, de nada. Me sinto velho-cansado-e-fadigado.Despido as palavras que soltas vagam o telhado de barro da casa minha sem trancas. Torturo minha mente, desperto meus mortais, corro apavorado como louco nas ruas descalça e nas calçadas jogo e pinto, pixo e choro meus desagrados. E sinto a ignorância tardia dos trechos de vida de minha fossa , escritos, jogados e mal lidos; em meu papel de parede o rosto sem cor e mal pintado das mulheres e alguns pecados.Faço um rascunho, leio, amasso, dobro e envio para o Diabo. Me desculpo por me fazer de coitado, sou um bêbado, descontrolado, repugnado, maltratado e malfeito. Chego a ser mal educado, não sou o tipo perfeito, às vezes sou bom sujeito, às vezes bem descarado, desgramado.Uso meu bom senso, costumo assumir meus pecados que por vezes deliciosos. Sou cabra safado.Matuto-denserolado, do sertão, do mato. E mato. Mato com foice quem não for do meu agrado. Morte boa? É morrer da minha, com um cigarro nos beiços, sopro e embrulho minha vida,sou filho da terra, sou apenas poesia, e minha batalha toda é pra deixa minha filosofia. Meus amores? É um a cada dia, porque não cansa, não estressa mas vira putaria. Alias nas pequenas pausas curtas do meu dia, sou puta, vadia.Não quero seu amor.Tão pouco me importo com essas coisas de sentimentos tortos. E me apresento assim pra você que me lê, e se tu não gostar pode dá meia volta, também não pedi pra ficar. E me chame do que quiser, que ainda assim ouso a responder. Engulo todos os dias meu viver no café amargo da manhã, minhas noites são negras, e negro é meu coração e me desculpa meu irmão embora eu seja humano detesto a civilização.