Ela quis ver de perto o cálice da sua alma e se fizera de
louca para na pele sentir os gritos levemente abafados na sala de estar,
enxugara suas dores em uma toalha branca encardida que no bordado estava
escrito ‘Alzira’. Alzira sem cor, sem tom, sem pele era apenas mas um nome
vazio e mal lembrando,puxara as cortinas da sua sala pequena porque o que
passava na cabeça daquela mulher eram águas cheias de lodos, era verde. VERDE
MORTO.E não tinha essa de esperança no verde, era quase o mundo desabando
lentamente na sua cabeça e Alzira ?? Entrava apenas no intervalo de minhas pausas
enquanto eu fumava apressadamente meu último cigarro,não sonhei muita coisa pra
Alzira não, mas sabia que ela tinha o mundo em suas mãos, mas era muito moça
ainda embora seu coração fosse gigantesco e os seus sonhos fábulas ultrapassadas
de menina grande.Era triste, às vezes vazia,olhar pra ela causava um
desconforto parecia tomar café frio pela
manhã e os seus dias eram todos mimados mas frios, e falo desse frio que a
gente sente no inverno,congelante.Alzira não sabia ganhar presentes, tão pouco
sorrir às vezes que flagrei Alzira rindo era para não demonstrar tamanho grau
de sofrimento ria com os dentes apenas, e o mundo parecia escapar-lhe entre as
palmas da mão.Avistava todos os dias o seu caminhar desconsolado pela lateral
da janela do meu quarto que ficava de frente a calçada pobre e infeliz da moça ,várias
foram as tentativas de diálogos com a tal,mas aparentava está morta em vida e
isso era intrigante. Certo dia encontrei-a cabisbaixa sentada e pensamente
frente ao mar, sentei ao lado em mas uma tentativa de aproximação,Alzira olhava
infinito e não quis atrapalhar seu silêncio e foi aí que Alzira movimentou
alguns músculos da boca e baixo disse: -Sorria, eu estou tão viva quanto vocês.
Deu-me as costas, levantou e saiu...
Alzira foi embora e enterrou seu coração, nunca mais a vi.
E foi embora mesmo...
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