sexta-feira, 23 de março de 2012

Resposta Para à Mulher Amada


Digo te que várias foram as tentativas de envios de tais cartas, representando tamanho afeto e muitas foram também não enviadas, algumas espalhadas pelos cômodos da casa, nos canteiros, preenchendo e enfeitando localidades, e quase de imediato me vem tamanha vontade de respondê-la, embora o carteiro insista em não mais entregar minhas correspondências sinto-me na necessidade de preencher teu vagões, e derramei no papel tintas de desespero ao cair de todas as noites, e me fiz piegas em momentos claros. Confesso que com o passar dos anos, dediquei-me a observá-la da varanda alta do quarto de minha mãe, pois no meu existe apenas tristezas, e quando piso no quarto dela me encho de luz, e assim te escrevo bonito.E nas noites que me faço solitário, converso com estrelas cintilantes e me escondo por trás de uma cortina branca rendada assim que escuto os teus passos calmos pelas ruas, olho urgentemente sua caminhada e é adorável sentir , ver, observá-la ; calmosamente cada detalhe que fotografo pelas retinas, tenho feito-me menino-moleque,para o quando de um desses esbarros repentinamente .Pois de certo nosso encontro tem guardado dentro de nós um muro e se nos encontrássemos tamanho impacto seria, e não chegaríamos a suportar, creio.Mas mulher-amada-minha, sempre retornarei a tal encontro que por um triz sempre vai ficar,mas sinto nas carnes algo ainda mútuo no que há, algo que transborda nos olhares, algo que escapa nos dentes-sorrindo-dos-dias-nossos, algo nosso!! E acredite dona de minhas prosas matinais, eu me enfeito sempre, me perfumo todas as vezes que pego a caneta para escrevê-la, arranjo sempre uma rosa na mesinha ao lado, e fico ali sentado de frente com a varanda, e almejo tanto tua chegada e que fosse agora por um segundo apenas. Peço que feche teus olhos e imagine um bobo e belo sorriso de um sentimento pulsante, é assim que estou agora nesse exato. Me cubro com teus cabelos negros sempre quando paraliso tua imagem em minha mente,e acabo me perdendo e tudo começa a girar no teu espaço de haver dentro do (eu) meu. Eu ? pergunto-me constantemente quem sou sem tua beleza, alguém mofado, incrédulo,confuso e morto.Gosto da maneira que amorfias as cavidades que tenho, e digo mais que brevemente voltarei a (d)escrevê-la, pois o relógio já está avançado e às horas se apressam bastante, vou repousa em minha cabeceira agora e dormi. Amada, até mais!

Carta Para a Mulher Amada

E tu que nunca, jamais repousasse em meus lençóis, que eu amo exatamente como mulher e exatamente como mulher. Tu que nunca tomei, bebi ou mesmo degustei em noites frias ,e por desejá-la  em matéria física na cama quente e só que tenho. Imaginei por vezes teu beijo tão sonhando, teu toque tão almejado, teus suspiros pensados nas madrugadas sólidas e amargas que me fiz poeta para descrever o tormento que sentia ao ti escrever essa carta em  páginas brancas e cheias de  ternura.Amada minha, vago as noites cálidas em tua procura e tenho por dentro um ácido querer devorante de  quem ama um alguém que jamais será seu, e tomo meu bom vinho certo de tua não chegada em portas ou janelas traçadas nas paredes tensas do peito, pois é sempre tarde, sempre fica escuro, sempre padeço e tiro alguns cochilos em cima do travesseiro dos meus versos doces, somados, simétricos no que sinto, inquieto no que fala.E quando escrevo está carta amada, escrevo com tinta de sangue e com transparência de lágrimas por não tê-la, selo a mesma  com infinita sensação de nunca te aquietares em meu colo, e ainda me esqueço de esquecê-la por ser tu a dona desta maré furiosa  que movimento ao vê-la chegar sempre pra não ficar.E assim mesmo cabes aqui como um alguém que vive, morre e ressuscita sempre de dentro (de-mim)

domingo, 11 de março de 2012

Ao moço.

Ele tomou todos os goles daquela bebiba quente que circulara suas veias frias,e se manifestou logo em breve.Queria apenas escangalhar aquilo que sentia de banal e estúpido e que precisava ser expulso de dentro dele.pois tudo aquilo já o sufocara e incomodara sua respiração, a tal ponto que o ar já não circulara mas nas esquinas de seus pulmões.E agitado começa a gritar desvairadamente e todas as suas palavras eram lançadas no peito daquele outro com exatidão, e eram flechas sangrentas, de choro, do que ele sentia.Cada letra dita era embaçada pois sua coordenação já se encontrara perdida naqueles goles grandes de beber o outro.E queria sim! O moço queria o outro, moço, sim!E ele dizia autoritário : -Me deixem,mas tragam-me ele aqui! Você abe o que eu estou sentido ??É, eu estou amando! E aquele final de frase tocava aos demais que assistira o seu show enquanto pensavam naqueles que também eles amavam.E daquele modo bêbado de dizer ela os tocara à consciência .E eu pensei nas doses,nos goles,nos litros de desespero tomados por aquele amigo que sentia na carne viva o gosto cruel e desmedido de amar o AMORNOSSO!

Oração.


Vinho, meu bem, sirva-nos de companhia nessa noite maldita e serena, dos amantes noturnos
Tateamos sobre uma redoma ilusória, suspirando; apalpamos um estar difícil, e como transferência de oxigênio pulmonar, da manhã nos refaçamos. Libera nesses goles quentes toda essa solidão-vazia. E bate pela janela a poeira do tapete velho e cansado de ser só no piso feio da sala de estar,refaçamos. Cobre-te com outra, outra cor, não dor. Que refaçamos os estares cíclicos. Refaçamos. A sofreguidão em guidom condutor para um'outra moradia. Cobre-te com outra, outra cor, não dor. Que refaçamos os estares cíclicos. Refaçamos. A sofreguidão em guidom condutor para um'outra moradia. Abandonando a casa velha,e vislumbrando um novo lar,deixemos o estar líquido dos olhos e transformemos o pó em oração de vida, juntemos, refaçamos.

“Santos&Marques”

À Moça.

E pensei enquanto apanhava um cigarro, enquanto tirava uns goles doces e quentes de uma café amargo e frio na moça doce que no espaço do meu enquanto tinha seus nervos afoitos e pensava naquele instante em gritar sua cólera ao mundo.Ela chorava e suas lágrimas eram cubos de gelos que formavam um icerbg quando juntou às lembranças belas e cruéis daquele passado que ficou por um triz, que se encontrara agora nas reticências do seu sobreviver.é a moça-menina-e-triste virara a noite com seus sentimentos que haviam congelado, pensava e chorava.Enquanto lá fora na esquina do boteco o vento tratava de soprar às suas lamúrias, os seus desafetos por aquele menino-quase-moço.E a moça queixara-se em um lamento que dizia que poderia sim ter dado certo, se não fosse tamanho burrice do moço em não saber. A menina quase mulher pegara agora, enquanto trago o meu segundo cigarro o seu iceberg e exponhe lá fora,no sol das seis horas, pois até chegar o meio-dia tudo aquilo que lhe era incomodo viraria água, e assim decidiu descongelar o que tinha guardado no seu baú íntimo. E tentando abafar o grito em seu travesseiro , ela desabafava seus desgostos.Enquanto eu cá na minha certeza, pensava em responder aos ecos que passara agora em minha rua. É, a leitura feita em seus olhar cabisbaixo já me contara toda à sua aflição, pensei enquanto acendia o último cigarro.E assim continuou... Vai moça, te aquieta, fica bem e vomita todo esse azedo descartável que sentimos quando engolimos à alguém.
"A menina estava na salinha nauseando sua dor-quase-de-parto, ela se agarrara desesperadamente à isso nogento que humanos sentem,ela tinha algo de sofisticado , de impiedoso, de doloroso no que sentia.E começava a cansar de sua solidão noturna, e pensava se valia mesmo gastar às folhas de seu caderno para contar um romance que nunca em hipotese alguma seria lido ou publicado, preferiu então continuar escrever suas cartas ricas e melancólicas e jamais enviáveis."

domingo, 4 de março de 2012

Saudades dela.

Saudade do perfume dela, de rosa na janela aguardando sua chegada,saudade do sorriso lindo que abro quando a vejo passar,saudade do pulsar dela do cheiro de canela que tem o seu despertar, a saudade me cai agora feito um manto protegendo essa magia que sinto em seu olhar quando muitas vezes desencanto ao vê-la passar, aqueles olhos de cais noturnos já me pertenceram em uma noite fria de sertão, já me fiz de abrigo pra ela,pendurei meus sonhos na janela,na janela do teu pomar, estendi no varal da saudade todos os sentimentos e ainda lembro do do corpo dela e as curvas de seu pensar,misturo os movimentos e a vontade que sinto por dentro de um beijo querer te dá, nunca vi coia mais bela do que o sorriso dela de manhã a beira mar,olho o infinito azul-oceânico ,olho o infinito amor dela, e sei que é por ela que vou morrer de amar.
"E percebi que não eras mais tão importante,quando no decorrer do meu tempo já não preenchias mas os meus vagões."

sexta-feira, 2 de março de 2012

E pegou a caneta vermelha-lábios para escrever uma nota de um sentimento escuro-embaçado,e no cinza envelhecido daquela tarde chuvosa confessou todos os seus pecados ao vento leste,sussurrou no ouvido daquela árvore e discutiram baixinho sobre o trágico amor humano, e ficaram ali por horas e tentavam pintar aquele amor quase viúvo por um alguém vivo-morto que não partiria porque nunca havia chegado na verdade,pegara o relógio e atrasara aqueles segundos de respiração,pra que seu tempo corrido parasse pra observar a moça que guardara tantos sentimentos sortidos e que  sempre levara todos embrulhados na data de seu aniversário e como amado  infiel nuca estava presente para receber.Re-ce-be, dizia a moça.Dizia sempre pra ela.Recebe que ele é teu,e como se isso não bastasse corroer por dentro aquela pobretona que se fizera por amor, a moça sempre o olhava no infinito.E dentro dele cabia sim tudo que ela tinha,mas ele,ele o moço era pequeno demais para suportar tamanho amor de Mulher, e ela, ela a moça sabia que ainda assim morreria ainda em vida, por amar fielmente, por pensar diariamente no tempo,quilômetros,diferenças,idade  tantas outros.Olhe moço se preciso for enterro você vivo em minhas lembranças mortas.E depois ? Morreria.Por não suportar em morte, a ausência tua viva, a ausência de quem mais lhe importava,de quem mais se importava em seu estado agudo de interrupção.A moça morrera,morrera de aflição.

Conversa 43.


Desfilo todas as noites nos teus devaneios, nos teus prazeres solitários da carne,nas tuas fantasias mais íntimas e agradáveis, tudo é primitivo nesse turbilhão de sensação que sinto ao te ver do outro lado e como um perfeito idiota estico os braços para tocá-la mas a sua distância nunca me permitiu chegar, passar por perto ao menos .Eu sinto tua fome infame de me ter em teus braços de seda,sinto por ser teu mal, tua cura, teus desejos em noites pardas e escuras, sinto por ser teu carnaval, teu pecado, teu erro,teu medo,tua ternura.Sinto na pele crua a dor de não poder te tocar, por ser todo esse jogo de perigo que te circula.Peço perdão por ter sido esse covarde que nunca conseguiu te abandonar, que nunca saiu de perto de ti, que nunca saiu de dentro de ti,  e em circunstância alguma sairá.E essas nossas histórias diferentes, e esse nosso tempo diferentes, e essa contextualização do que sentimos totalmente reprimida.E toda essa imã que é esse sentimento sem nome que nos abraça nas noites frias e silenciosas dos nossos quartos,te isolei dentro de mim, como humana, como amor, como amada,como ser...ser ? Ser assim, um drinque , um brinde.Um amor-paixônico que sinto por ti, amor de dama-vagabunda que vaga as noites feito uma cadela a tua procura, que vai morrer poeticamente nesses versos que penso ser mentirosos, na tua particularidade de existir dentro de mim, te pus no altar meu amor de versos noturnos, de versos distantes,e tomo mais uma taça na certeza de tua chegada por aquela porta.E espero não morrer nos meus goles, e que eles não tenham mais o gosto amargo,solitário de quem ama só.Vá meu amor, venha amor.E volte sempre que precisar.