domingo, 15 de abril de 2012

Cheia-ou-vazia


Sabe quando te bate àquela saudade amargosa de alguém? E quando você percebe que tá sentindo saudade e para pra ver se essa vale a pena, e teu peito é invadido por uma sensação terrível de dor? É exatamente dessa pessoa que você não precisa.Andei pensando em tantos modelos padrões de ser feliz, coisa besta encontrada na película dos olhos de quem amamos. Sabe àquela angústia e  desespero que te bate de viver ? Sabe quando um sorriso é forçado pra esconder uma dor grande? E sorrir apenas com os dentes, porque o mundo passa lentamente dentro de sua cabeça,e nunca mais sobrou tempo para observar a rápida vida desfilando os estandartes de sentimentos todos nossos e feios ou bonitos nos fazem parte. Sei que uma maré de nostalgias boas e ruins estar a me visitar, eu tenho recebido a visita sem café, sem chá, bolinhos ... Apenas sem. Estou sendo bem mal educada com ela,estou vivendo e o único som que tenho escutado é o de minha respiração silenciosa na noites de trevas que tenho vivido. Estou preste a cometer um homicídio, e penso milhares de vezes, um jeito sem dor de matar minha alma. E agora eu precisei chorar, e às lágrimas desceram rasgando o meu rosto, pois até elas se petrificaram dentro; E vou chorando minha dor, e  vou sorrindo minha dor, e vou (sobre)vivendo o estar doloroso que habita com peso o zumbi chamado eu. E uma sensação vazia de estar sempre cheia por dentro, um cheia de nada.