quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Conversa 3.

E ela disse : -Coração, se apaixonar é para os fracos.
E ele abaixou a cabeça, e nunca mais levantou.

Passeio de Mãos Dadas.

"Ela tem cheiro de manhã de domingo e se apressa tanto que tê-la aos poucos me faz transbordar.Seu ar doce de menina bela, nostalgia meu peito quando ando pela avenida e não vejo sua face.É bom sonhar-te aos poucos isso preenche minha alma, por trás dos seus olhos vejo toda uma ternura e navego em seus pensamentos e  passeio de mãos dadas no seu tempo curto de fazer acontecer.Moça,me carregue no peito, que te guardo em meus anseios, sua melodia singela, e essas curtas palavras de menina, me faz olhá-la com vontade de arrancar o lado  bom do mundo e por em suas mãos..."

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A beleza dela.

Tua beleza queima meus olhos, aviva minhas carnes , amorfia meus músculos. Vê-la assim calmaria fora de mim, manifestações dentro de mim faz crescer aceleradamente a vontade de tocá-la de querer sempre, sempre bem.E como se por mais perto mais distante fica e cada pulsação tua me faz mais homem.Amiúde passo agora a desejá-la mais, mais e mais. Embriago-me no sono doce de anjo que ela dorme como queria desembrulhar baixinho no ouvido dela esse sentimento latente.Eu sujeito amador dessa mulher, só precisava dizer: -Oh amor, quão bela dormias ontem, e tu não imaginas o quanto eu precisava de um beijo teu. E distraído com a beleza de teu sono, partir para esperar-te amanhã, depois, outrora, outro instante, outro momento, outrodia.Pois a sensação de esperá-la é sempre a da primeira vez.


30.05.11
"E você nunca saberá o que ela sente, o que sente é íntimo. O que sente é dela, sente por ela"


26.03.11

Pra Quando Ela Voltar

A rua cheia de flores, o peito cheio de amor, um sorriso afoito.
De braços abertos, tal como o redentor.
O quarto repleto de versos, perfume se alastrando no corredor onde (tu) passas.
Uma taça de vinho, banho frio e teus passos calmos e tímidos ouço de longe se aproximar.
Prestes a rasgar  coração de ansiedade e começo a destingir, acelerar a pulsação.
Duzentas rosas brancas no vaso ao lado e na parede esquerda um relicário, seu retrato.
O céu numa boniteza se abre dando a certeza:
A moça amada chegou, voltou pra jamais partir!!


03.10.11

Relato

Na fumaça.
No vento frio da (minha) madrugada.
No silêncio da voz.
Na angústia do relógio.
Na calvice do tempo.
Uma solidão companheira, cabeça cheia de pensamentos
                 (prontos para explodir)
Perdida.
O barulho que dobra a esquina, incomoda, anestesia, suga.
Poeta na noite...
Criança no dia...
Dor de saudade, de um tempo que era felicidade as coisas que eu não entendia.
Descuido que agora sangra a (im)pureza do meu sorriso.
                                                                                     Pertuba.
Atrasa, os segundos 
de VIDA
de MORTE
Da (in)felicidade da menina que fora!


23.09.11

Conversa 2.

E disse convicta :
-o que sinto não é só meu mais, tão bom saber dessa reciprocidade.
E assim lhe respondeu:
-Não, nunca foi!
E pensou...
-Tem momentos como agora, que quero(muito) por mim e por você, eu não sinto mais culpa, sinto mais desejo do que culpa.
E refletiu...
-Isso é forte, bem mais que nós(dói) eu sinto, e sei que você também sente.
E disse:
-Eu vejo isso, além. Eu preciso de você!
-Eu sei! (afirmou)


E calou...


26.03.11

Sem Calças.

E rainha desse san-cullotes me amostro sem-vergonhosamente no escuro do seu quarto, me prosto aos seus pés, me jogo, me atiro, me lasco, lhe como, lhe pego lhe passo.Faço um embaraço, me escondo no seu casaco, faça da sua vida um verdadeiro sarro.Me ame, me esqueça, esclareça, me enlouqueça.Lhe bebo, lhe fumo,lhe peço:


            -Junte-se ao meu pecado que faço de você um verso.






19.03.11

Conversa 1.

Ela :- Você está comigo como se fosse minha sombra.
Diz: - Eu sou a sua sombra. (Afirmou)
Ela: -Como??
Diz: -Quando sempre contigo estou.






26.03.11

No Relicário

Me vejo claramente na retina dos seus olhos, vi nosso amor reluzir.
E tua voz hoje é o que me basta, resta.
Fiz da minha veleidade, o teu esconderijo e no silêncio escuro do meu quarto,
é pra te baixinho que oro as minhas preces, meus salmos de amor.
E faço dos meus sofrimentos, salmouras. E deixo de lado tudo que é amargura quando rapidamente em pensamento vejo o teu sorriso, lindo.Eu fico em retalhos amor, quando paralisada me vejo em tuas lembranças.Te guardei em uma caixa, na esperança de te livrar do mundo. E volto aqui, pape, tinta e vida que fiz do nosso amor,para o mesmo se perpetuar. Te amo, e isso somente isso me basta! 

04.10.11

A Fome.

Escrevo porque não posso engolir o mundo, não pude pari o mundo e como quem abre as pernas pra dá, a luz.
Eu sinto cada cassetada, as porradas que a vida me dá faz com que o cinismo tome de conta e como se pra viver necessitasse de um módulo(...) espaçosas são as minhas palavras, e o meu espírito é seco e louco, um perfeito ridículo é o meu coração.Que sente na pele, na carne, na vida o choro do inocente, o riso do palhaço.Sentimental. "S-E-N-T-I-M-E-N-T-A-L" .Era uma palavra muito grande para ser usada sem compreensão.
                                EU TENHO FOME!!!
De gente que ama, vive, emociona e sente.Tenho fome de "gente"

27.09.11

Mundo

Mil versões desses pensamentos longíquos partem de mim, a palavra lida era a loucura naquela matéria oprimida que conversava com a madrugada calada, sem cor.
Mundo...
Gira-Mundo, gira o mundo (mudo)
Transtornado, mal-feito! Nada interessa, nem o nome.
Transbordado, transbordando.
Ausências de cheiros, perfumes na pele trêmula.Seca de Nordeste.
E esse destino? : -Incompleto, virando estrela, deserto.
                            Vez em quando era o sol, pensava o sol, como sol
                             era o sol, só!
13.09.11

O cansaço.

É que cansei das pessoas, cansei de amar.
Tento pre (encher) nas lacunas negras o que me lastima,
procuro uma forma, um modo audacioso, tímido de me apetecer.
Tenho um jeito calamitoso de amar, e isso me leva ao desalento que sinto
e que passa nesse exato instante.Quero cremar toda essa dor latejante que faz decrépita e caduca, por isso que deram o nome de amor, por isso que efêmero é em mim, por mais dorido que seja, eu não acredito nele, eu acredito nos conhaques que me deixam lúcida, que me saciam, que me bastam.

13.03.11

Menina-Adulta

E lá distante nela ainda se avistava, sinais doces de menina aos quinze anos.
traços finos que o tempo roubara sem pudor e sem permissão.E sua ingenuidade
fizera mulher, e como tivesse alguma pretensão, o mundo logo lhe presentiava com sua sentença.
E desde cedo aprendera a sorrir apenas com os dentes e sem que percebesse seus olhos
desmentira a felicidade que sempre fora efêmera na poesia da alma daquela menina-adulta.

22.09.11

À Viúva

E a viúva branca despreocupada, sofre a dor da perda
até os atuais dias, e caminha pela calçada, a rua em movimento,
pessoas desavisadas, nuca param, nunca observam nem por um
instante os passos daquela mulher silenciosa, idosa viúva.
E de tanto chorar, secou e as marcas das lágrimas, da dor, do tempo
se petrificaram como curvas, nos ombros, na face vívida, VIVA.
Daquela mulher morta pelo seu luto, que desfilava a rua por onde 
o poeta passa.

20.09.11

Na Cara do Mundo

O coração pesado.
Uma dor constante.
Vontade de estrangular o mundo.
Cuspir na cara do mundo, carrego comigo um sorriso
                                                                                   atordoado.
              Magoado, solitário, hermético e doce.
Tenho uma tristeza singular e os meu itinerários são só meus
prefiro continuar muda a ter que escarrar meu conservadorismo ao mundo
                                                                                                                MUDO!
Vastos são os meus transtornos diários e minhas flores noturnas.
Meu breu...
                                  Meu deus!
O mundo vive aqui engasgado em minha laringe, prestes a ser vomitado
Vivo engulhando-o.
                                            Náufrago!

06.10.11
                     

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Para Aquela Moça


Ela tem um ar de menina doce e uns gostos ácidos de ser,tem mania de sonhar alto e enxergar a vida por trás de seus olhos-noturnos-jabuticaba.Olhe moça, por trás do seu sorriso me escondo todas as noites,e deito a cabeça no travesseiro e me cubro com a sua doçura.Tenho dedilhado você, nota por nota e descubro todo tempo a imensidão em sua musicalidade, sua filosofia moça é o meu livro da vida e seus sonhos é a minha casa.Sua existência moça, é um motivo para que eu abra a janela que tranco dentro de mim para apenas te ver, porque moça ainda me enfeito toda para vê-la passar.


T.L