E a viúva branca despreocupada, sofre a dor da perda
até os atuais dias, e caminha pela calçada, a rua em movimento,
pessoas desavisadas, nuca param, nunca observam nem por um
instante os passos daquela mulher silenciosa, idosa viúva.
E de tanto chorar, secou e as marcas das lágrimas, da dor, do tempo
se petrificaram como curvas, nos ombros, na face vívida, VIVA.
Daquela mulher morta pelo seu luto, que desfilava a rua por onde
o poeta passa.
20.09.11
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