sexta-feira, 2 de março de 2012

E pegou a caneta vermelha-lábios para escrever uma nota de um sentimento escuro-embaçado,e no cinza envelhecido daquela tarde chuvosa confessou todos os seus pecados ao vento leste,sussurrou no ouvido daquela árvore e discutiram baixinho sobre o trágico amor humano, e ficaram ali por horas e tentavam pintar aquele amor quase viúvo por um alguém vivo-morto que não partiria porque nunca havia chegado na verdade,pegara o relógio e atrasara aqueles segundos de respiração,pra que seu tempo corrido parasse pra observar a moça que guardara tantos sentimentos sortidos e que  sempre levara todos embrulhados na data de seu aniversário e como amado  infiel nuca estava presente para receber.Re-ce-be, dizia a moça.Dizia sempre pra ela.Recebe que ele é teu,e como se isso não bastasse corroer por dentro aquela pobretona que se fizera por amor, a moça sempre o olhava no infinito.E dentro dele cabia sim tudo que ela tinha,mas ele,ele o moço era pequeno demais para suportar tamanho amor de Mulher, e ela, ela a moça sabia que ainda assim morreria ainda em vida, por amar fielmente, por pensar diariamente no tempo,quilômetros,diferenças,idade  tantas outros.Olhe moço se preciso for enterro você vivo em minhas lembranças mortas.E depois ? Morreria.Por não suportar em morte, a ausência tua viva, a ausência de quem mais lhe importava,de quem mais se importava em seu estado agudo de interrupção.A moça morrera,morrera de aflição.

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