Ao moço.
Ele
tomou todos os goles daquela bebiba quente que circulara suas veias
frias,e se manifestou logo em breve.Queria apenas escangalhar aquilo
que sentia de banal e estúpido e que precisava ser expulso de dentro
dele.pois tudo aquilo já o sufocara e incomodara sua respiração, a tal
ponto que o ar já não circulara mas nas esquinas de seus pulmões.E
agitado começa a gritar desvairadamente e todas as suas
palavras eram lançadas no peito daquele outro com exatidão, e eram
flechas sangrentas, de choro, do que ele sentia.Cada letra dita era
embaçada pois sua coordenação já se encontrara perdida naqueles goles
grandes de beber o outro.E queria sim! O moço queria o outro, moço,
sim!E ele dizia autoritário : -Me deixem,mas tragam-me ele aqui! Você
abe o que eu estou sentido ??É, eu estou amando! E aquele final de frase
tocava aos demais que assistira o seu show enquanto pensavam naqueles
que também eles amavam.E daquele modo bêbado de dizer ela os tocara à
consciência .E eu pensei nas doses,nos goles,nos litros de desespero
tomados por aquele amigo que sentia na carne viva o gosto cruel e
desmedido de amar o AMORNOSSO!
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