domingo, 11 de março de 2012

À Moça.

E pensei enquanto apanhava um cigarro, enquanto tirava uns goles doces e quentes de uma café amargo e frio na moça doce que no espaço do meu enquanto tinha seus nervos afoitos e pensava naquele instante em gritar sua cólera ao mundo.Ela chorava e suas lágrimas eram cubos de gelos que formavam um icerbg quando juntou às lembranças belas e cruéis daquele passado que ficou por um triz, que se encontrara agora nas reticências do seu sobreviver.é a moça-menina-e-triste virara a noite com seus sentimentos que haviam congelado, pensava e chorava.Enquanto lá fora na esquina do boteco o vento tratava de soprar às suas lamúrias, os seus desafetos por aquele menino-quase-moço.E a moça queixara-se em um lamento que dizia que poderia sim ter dado certo, se não fosse tamanho burrice do moço em não saber. A menina quase mulher pegara agora, enquanto trago o meu segundo cigarro o seu iceberg e exponhe lá fora,no sol das seis horas, pois até chegar o meio-dia tudo aquilo que lhe era incomodo viraria água, e assim decidiu descongelar o que tinha guardado no seu baú íntimo. E tentando abafar o grito em seu travesseiro , ela desabafava seus desgostos.Enquanto eu cá na minha certeza, pensava em responder aos ecos que passara agora em minha rua. É, a leitura feita em seus olhar cabisbaixo já me contara toda à sua aflição, pensei enquanto acendia o último cigarro.E assim continuou... Vai moça, te aquieta, fica bem e vomita todo esse azedo descartável que sentimos quando engolimos à alguém.

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