Digo te que várias foram
as tentativas de envios de tais cartas, representando tamanho afeto e muitas
foram também não enviadas, algumas espalhadas pelos cômodos da casa, nos
canteiros, preenchendo e enfeitando localidades, e quase de imediato me vem
tamanha vontade de respondê-la, embora o carteiro insista em não mais entregar
minhas correspondências sinto-me na necessidade de preencher teu vagões, e
derramei no papel tintas de desespero ao cair de todas as noites, e me fiz
piegas em momentos claros. Confesso que com o passar dos anos, dediquei-me a
observá-la da varanda alta do quarto de minha mãe, pois no meu existe apenas
tristezas, e quando piso no quarto dela me encho de luz, e assim te escrevo
bonito.E nas noites que me faço solitário, converso com estrelas cintilantes e
me escondo por trás de uma cortina branca rendada assim que escuto os teus
passos calmos pelas ruas, olho urgentemente sua caminhada e é adorável sentir ,
ver, observá-la ; calmosamente cada detalhe que fotografo pelas retinas, tenho
feito-me menino-moleque,para o quando de um desses esbarros repentinamente .Pois de
certo nosso encontro tem guardado dentro de nós um muro e se nos encontrássemos
tamanho impacto seria, e não chegaríamos a suportar, creio.Mas mulher-amada-minha,
sempre retornarei a tal encontro que por um triz sempre vai ficar,mas sinto nas
carnes algo ainda mútuo no que há, algo que transborda nos olhares, algo que
escapa nos dentes-sorrindo-dos-dias-nossos, algo nosso!! E acredite dona de
minhas prosas matinais, eu me enfeito sempre, me perfumo todas as vezes que
pego a caneta para escrevê-la, arranjo sempre uma rosa na mesinha ao lado, e
fico ali sentado de frente com a varanda, e almejo tanto tua chegada e que
fosse agora por um segundo apenas. Peço que feche teus olhos e imagine um bobo
e belo sorriso de um sentimento pulsante, é assim que estou agora nesse exato.
Me cubro com teus cabelos negros sempre quando paraliso tua imagem em minha
mente,e acabo me perdendo e tudo começa a girar no teu espaço de haver dentro
do (eu) meu. Eu ? pergunto-me constantemente quem sou sem tua beleza, alguém
mofado, incrédulo,confuso e morto.Gosto da maneira que amorfias as cavidades
que tenho, e digo mais que brevemente voltarei a (d)escrevê-la, pois o relógio
já está avançado e às horas se apressam bastante, vou repousa em minha
cabeceira agora e dormi. Amada, até mais!
'Me gusta mutxo'!!!!!
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Minha tulipa <3
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