domingo, 27 de maio de 2012

‎"HOMEM-PUTA-OU-VADIA"


Me vejo aqui, em cinzas negras feito o meu cigarro branco e tragado amargamente nos meus pulmões, me sinto louco e perdido em meio aos meus desatinos, encosto a cabeça no travesseiro e o mundo gira sem querer parar. Faço versos para amores perdidos e me encontro embaçado e frio.Apalpo o mundo, contorno o mundo e sinto minhas carnes presas e infernais dentro do labirinto vesgo e tolo de minha cabeça. Os goles já não tomados, a folha branca, o papel do lado,o sentimento confuso e desgraçado que envolve o corpo salientado, o pouco desfigurado. Certamente acompanhado de restos, de troços, de nada. Me sinto velho-cansado-e-fadigado.Despido as palavras que soltas vagam o telhado de barro da casa minha sem trancas. Torturo minha mente, desperto meus mortais, corro apavorado como louco nas ruas descalça e nas calçadas jogo e pinto, pixo e choro meus desagrados. E sinto a ignorância tardia dos trechos de vida de minha fossa , escritos, jogados e mal lidos; em meu papel de parede o rosto sem cor e mal pintado das mulheres e alguns pecados.Faço um rascunho, leio, amasso, dobro e envio para o Diabo. Me desculpo por me fazer de coitado, sou um bêbado, descontrolado, repugnado, maltratado e malfeito. Chego a ser mal educado, não sou o tipo perfeito, às vezes sou bom sujeito, às vezes bem descarado, desgramado.Uso meu bom senso, costumo assumir meus pecados que por vezes deliciosos. Sou cabra safado.Matuto-denserolado, do sertão, do mato. E mato. Mato com foice quem não for do meu agrado. Morte boa? É morrer da minha, com um cigarro nos beiços, sopro e embrulho minha vida,sou filho da terra, sou apenas poesia, e minha batalha toda é pra deixa minha filosofia. Meus amores? É um a cada dia, porque não cansa, não estressa mas vira putaria. Alias nas pequenas pausas curtas do meu dia, sou puta, vadia.Não quero seu amor.Tão pouco me importo com essas coisas de sentimentos tortos. E me apresento assim pra você que me lê, e se tu não gostar pode dá meia volta, também não pedi pra ficar. E me chame do que quiser, que ainda assim ouso a responder. Engulo todos os dias meu viver no café amargo da manhã, minhas noites são negras, e negro é meu coração e me desculpa meu irmão embora eu seja humano detesto a civilização.
 

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