Nesse instante bateu aquela saudade de um tempo curto e estreito nas paredes ocas do peito atordoado, cicatrizado, ferido, magoado.Triste com humanos,pessoas ferem demais e nos usam como armas pra suas babaquices, tolices e tolos somos.Raça mafiosa! Eu estou cansado de expor os meus sentimentos em uma prateleira, no qual você sempre chega e faz sua escolha,eu estou cansando disso, desse disfarce posto em teu rosto pra me fazer de otário,tens transformado minha vida em uma verdadeira construção,me sinto ultimamente assim, tijolo, brita, terra, concreto, pó. Pó de resto,pó de sobra, pó de pó.E faz essa poeira toda em minha vida que pendurei no cabide mais feio do meu guarda-roupa, por não querer mais ver tua face, me sinto tolo, menino, moleque.E tenho mergulhado tudo o que sou,em meus copos profundos de amargura que nunca vive seco, depois de tua chegada.Em nossos corpos já se perdera a necessidade da palavra sempre, para sempre eu vou te amar. Esse sempre não mais existe,não mais aqui no meu peito.Estou aprendendo a ser duro,forte e sensato. Me Preparo todos os dias para o nosso adeus tão próximo, tão certo .E fico incerto, só tenho a certeza da fumaça de meu cigarro, que se perder na sala, por onde caminho e olho o relógio que conversa comigo e diz: -te apressa menino, o tempo passa rápido, apressadíssimo! E no bater dos ponteiros eu me recuso a correr, essa coisa que chamo de vida, nem posso dar outro nome, porque só penso que seja merda, vida é merda.Esse é o pensamento do momento, mas quando lembro e paro e longe, longe mesmo se escuta ainda uma voz dizendo : -MERDA,NÃO!MERDA É ADUBO,MERDA É VIDA,VIDA MERDA!
14.02.2012
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