sexta-feira, 23 de março de 2012
Carta Para a Mulher Amada
E tu que nunca, jamais repousasse em meus lençóis, que eu amo exatamente como mulher e exatamente como mulher. Tu que nunca tomei, bebi ou mesmo degustei em noites frias ,e por desejá-la em matéria física na cama quente e só que tenho. Imaginei por vezes teu beijo tão sonhando, teu toque tão almejado, teus suspiros pensados nas madrugadas sólidas e amargas que me fiz poeta para descrever o tormento que sentia ao ti escrever essa carta em páginas brancas e cheias de ternura.Amada minha, vago as noites cálidas em tua procura e tenho por dentro um ácido querer devorante de quem ama um alguém que jamais será seu, e tomo meu bom vinho certo de tua não chegada em portas ou janelas traçadas nas paredes tensas do peito, pois é sempre tarde, sempre fica escuro, sempre padeço e tiro alguns cochilos em cima do travesseiro dos meus versos doces, somados, simétricos no que sinto, inquieto no que fala.E quando escrevo está carta amada, escrevo com tinta de sangue e com transparência de lágrimas por não tê-la, selo a mesma com infinita sensação de nunca te aquietares em meu colo, e ainda me esqueço de esquecê-la por ser tu a dona desta maré furiosa que movimento ao vê-la chegar sempre pra não ficar.E assim mesmo cabes aqui como um alguém que vive, morre e ressuscita sempre de dentro (de-mim)
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Não sou à amada tua, tão pouco a que inspira teus suspiros em madrugadas amargas.
ResponderExcluirNão sou a tal,pela qual tu vagas em noites cálidas, muito menos a que causadora de tuas esperas, mas diante de palavras tão belas, tenho que dizer que deverias enviar-me tuas cartas.
Manda-me tudo pelo vento, envolve em nuvens e sela com estrelas, tinge de arco-íris as bordas dos papeis, e escreve com uma caneta de tinha do infinito ( Lacra com orientes, se encontrares).
Estou a esperar...
Meu amorzinho, que maravilha de Carta.
ResponderExcluirTe amo.
Belas amadas, mulheres em minha vida ♥
ResponderExcluir