quarta-feira, 27 de junho de 2012
De-fora-pra-dentro
De certo não se importara mais com coisas pequenas-mediocres-vãs, contava no silêncio escuro os dias apressadamente para vê-la, se faria mulher ou cristã. E como quem paga os seus pecados, e como quem espera na fé um milagre ela sussurrava como de imediato o seu piegas na saleta de sua vida de cores e vagões, por hora imaginara desenhar aquele riso e por vez pensara em nunca mais perdê-la, aqueles olhos de quem rouba o mundo, de quem vive e sente a deixara tão segura que soltou sem cálculos tudo que tivera em mãos para sentir-se bem,cheia e florida e se encontrara em tão estupendamente feliz que decidiu pendurar em um quadro toda essa continuidade de estar viva. O tempo gélido, o pensamento abusivo de quem deseja, o suspirar agitado e insatisfeito de quem almeja TER, toda uma inquietude lá dentro e por fora indiferença e mansidão preservava com tamanha segurança aquilo que sentira,sentia coisas raras, protegia ferozmente com seu escudo essas coisas humanas que ela cristã-mulher sentia tocar às carnes, os músculos,a cabeça o peito! Zelara com muita maestria tudo novo que estava a lhe acontecer e buscara ser para ela no mais âmago de se, seu TUDO. TUDO mesmo e com urgência disso e o querer de viver toda uma vida sem nublar, apenas olfato e imensidão e ter encontrado-a assim mansa e repentinamente só lhe dará a certeza de que amar é uma necessidade e que agora dependera de todo aquele amor.
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Muito lindo
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